terça-feira, 12 de fevereiro de 2013

Professores fascinantes e a arte de ensinar frente aos desafios do século XXI


PROFESSORES FASCINANTES E OS DESAFIOS NA ARTE DE ENSINAR FRENTE ÀS TRANSFORMAÇÕES ORIUNDAS DO SÉCULO 21  

                                       Sandra Mara Dobjenski
                                       sandob@pop.com.br


Resumo

              A presente temática versa discutir sobre o perfil técnico/pedagógico do professor e suas contribuições para o processo de ensino/aprendizagem no século XXI. Busca-se fazer uma reflexão crítica dos problemas educacionais que acometem a sociedade contemporânea enfatizando a importância da formação de professores fascinantes face às contínuas e rápidas mudanças advindas de transformações econômicas, sociais, políticas, tecnológicas e ideológicas da atualidade.  
              Visando tal perspectiva ocorre a necessidade de reformulação do currículo de formação de profissionais de educação, fazendo com que estes sejam capazes de levantar questões, buscar respostas teóricas e práticas para os dilemas do cotidiano escolar, sendo que para isto o docente deve estar em constante processo de reflexão.
Palavras-chave: Professor fascinante. Desafios na arte de ensinar no século XXI.


Introdução
                A formação de professores tem suscitado, nas últimas décadas, inúmeros questionamentos e investigações, bem como a exigência de acesso e domínio das contribuições teóricas que fundamentam as concepções pedagógicas, reflexões e estudos sobre os saberes disciplinares e interdisciplinares também adquirem relevância. Para tanto, o docente deverá trabalhar em um sistema de coletividade, integrar o conhecimento empírico e científico, pautar seu trabalho na prática social, saber avaliar as suas atitudes e desenvolver práticas e técnicas pedagógicas que possibilitem a interação perfeita no ato de ensinar e aprender.
            Para tanto, o professor deverá traduzir os ensinamentos de forma que o aluno se sinta dentro de uma inesquecível “viagem” e dessa forma possa assegurar a produtividade do ensino, cabendo ao mesmo conduzir o aluno de forma que o aprendizado seja uma troca de experiências mútuas, um conjunto repleto de motivação e paixão pela arte de receber e transmitir conhecimentos. Mas, de que forma este professor vai aliar métodos técnicos/pedagógicos de maneira tal que os alunos sitam-se motivados pelo processo de ensino/aprendizagem?
            Observa-se, entretanto, que a reflexão é um ato necessário, cabendo ao docente perceber as problemáticas advindas da realidade, neste contexto qual a importância da formação do professor fascinante, de maneira tal que este venha a ter um novo olhar frente aos problemas do cotidiano escolar?
            Pressupõe-se que caiba ao professor como ser participante e atuante dessa sociedade globalizada, reflexão, observação e participação de maneira tal, que resgate o processo de desenvolvimento do educando. Então vale questionar, qual a necessidade de reformulação no processo de formação docente frente aos desafios de ensinar uma sociedade globalizada?  
A FORMAÇÃO DO PROFESSOR FASCINANTE E SEUS DESAFIOS NA ARTE DE ENSINAR        
              A formação do professor na sociedade brasileira, segundo Saviani (1989), até meados da década de 30, fundamentava-se na pedagogia tradicional, na qual os educadores tradicionalistas acreditavam que sua tarefa principal era a de transmitir as informações, as regras e os valores coletados do passado para as novas gerações. No entanto, com o surgimento de uma nova sociedade industrializada o ensino tradicional clássico foi perdendo seu vigor e não mais correspondia às necessidades do “aprender fazendo” da sociedade capitalista, no qual a construção do conhecimento se dava através da aprendizagem cooperativa e significativa. 
              Tais transformações sugerem a profissionalização do professor, sendo necessário que o docente desenvolva hábitos inerentes a esse processo, como ler, estudar, refletir e pesquisar. A partir disso, surgirá um profissional de educação com novas atitudes, o professor reflexivo e, por sua vez, o professor pesquisador (Schön, 2000). Esta atitude cria condições favoráveis para o desenvolvimento de atividades de pesquisa na sala de aula, isto é, de educar pela pesquisa.
              Sendo que neste contexto necessita-se de um professor capacitado, que esteja em constante aprendizado e acima de tudo interaja com o sistema de ensino e às suas necessidades sociais, portanto é essencial que o exercício do profissional de educação seja constituído de uma formação profunda, crítica, para que ele possa acompanhar as transformações que se impõem no contexto da sociedade.
              As situações desafiadoras, entretanto, o colocam imerso em um cenário complexo, vivo e mutável, enfrentando problemas individuais e grupais, mas o êxito do profissional depende de sua capacidade de manejar a complexidade e de resolver problemas práticos, sendo necessário um processo reflexivo para vencer os desafios que se apresentam na sua prática. Nesse sentido, observa-se que somente uma reflexão sistemática e continuada é capaz de promover a dimensão formadora da prática.
              Justifica-se assim o desenvolvimento desse enfoque pela necessidade de posicionar o trabalho educacional em meio às necessidades de inovações pelas quais passa o ensino, numa preocupação evidente em priorizar a utilização da tecnologia educacional como fundamento científico de organização e interpretação do mundo contemporâneo.
             Portanto, ao estruturar sua proposta pedagógica, utilizando tecnologia digital, o professor precisa estabelecer vínculos com os alunos, conhecer seus interesses, saber o que o aluno já sabe o que não sabe e o que gostaria de saber. Motivar o mesmo a fazer parte da proposta pedagógica, colocando-o a par do que será abordado e convidá-lo a contribuir. Dessa maneira, o professor ao estruturar o planejamento, ao utilizar novas técnicas e contar com a co-participação do aluno, estará experimentando outras propostas pedagógicas, qualificando o processo de ensino/aprendizagem.
             Refletir a prática apresenta-se, então, com dois aspectos complementares:  em primeira instância aliar teoria e prática e por outro lado, refletir a prática, adotando como perspectiva a possibilidade inerente de construção de um novo saber.
             Para ensinar, então, é preciso, reunir observação, reflexão, pesquisa, orientação e dialógo, e desta forma propiciar a formação do profissional fascinante.
             Posto que através desta conotação o professor tornar-se-á preparado para o novo, para o difícil, para outras circunstâncias através de permanente interação, contextualização e colaboração, além da capacidade de aprender autonomamente, o que se tornou fundamental. Partir do próprio saber dos alunos para vencer obstáculos, estabelecendo relações entre o saber, a experiência e o trabalho, numa visão longitudinal dos objetivos, observando e avaliando as situações, valorizando as tecnologias e os dispositivos didáticos, criando, intensificando e diversificando, o desejo de aprender, são rotinas que devem fazer parte da atuação do professor.                         
              Portanto, a prática docente reflexiva exige que o professor não se limite às investigações produzidas na escola, devendo produzir um conhecimento prático, sendo que tal forma de pensar e agir pode orientar mudanças e dar respostas a certos dilemas que aparecem no dia a dia do exercício profissional.
             Com a chegada do século XXI, o compromisso do professor com os temas atuais da educação em sentido amplo vai além da simples transmissão de conhecimento e, sua experiência profissional é uma questão de reflexão. Educar, no entanto, é ato consciente e intencional que ultrapassa a etapa do instruir e somente o professor que busca conhecer intensamente o processo de ensino/aprendizagem poderá modificar e aperfeiçoar a sua prática, tendo na formação escolar condição necessária, mas não suficiente, para garantir uma atuação comprometida com um projeto educacional em evolução.
             A importância da formação de professores fascinantes se faz pela necessidade de um novo olhar no processo de ensino/aprendizagem, um olhar que busque resgatar o papel do professor, destacando a importância de se pensar a formação numa abordagem que vá além da acadêmica, envolvendo o desenvolvimento pessoal, profissional e organizacional da profissão docente. Diante de tais fatores surge o professor fascinante que transforma a informação em conhecimento e o conhecimento em experiência. Esses professores sabem que apenas a experiência é registrada de maneira privilegiada nos solos da memória, e somente ele cria avenidas capazes de transformar a personalidade. Por isso, estão sempre trazendo as informações que transmitem para a experiência de vida.
             Neste contexto, as pesquisas sobre a formação de professores e os saberes docentes surgem como marca da produção intelectual, com o desenvolvimento de estudos que utilizam uma abordagem teórico-metodológica que dá a voz ao professora partir da análise de trajetórias, histórias de vida. Segundo Nóvoa (1995), esta nova abordagem veio em oposição aos estudos anteriores que acabavam por reduzir a profissão docente a um conjunto de competências e técnicas, gerando uma crise de identidade dos professores em decorrência de uma separação entre o eu profissional e o eu pessoal. Essa virada nas investigações passou a ter o professor como foco central em estudos e debates, considerando o quanto o “modo de vida” pessoal acaba por interferir no profissional. Acrescenta-se ainda que esse movimento surgiu, num universo pedagógico, numa vontade de produzir um outro tipo de conhecimento, mais próximo das realidades educativas e do quotidiano dos professores.
             Repensando a formação dos professores a partir da análise da prática pedagógica, Pimenta (1999) identifica o aparecimento da questão dos saberes como um dos aspectos fundamentais nos estudos sobre a identidade da profissão do professor e partindo dessa premissa pode-se considerar que a identidade é construída a partir da significação social da profissão, da revisão constante dos significados sociais.
               Dessa forma, se resgata a importância de se considerar o professor em sua própria formação. Processo pelo qual os saberes vão se constituindo, a partir de uma reflexão teórico/pedagógica, onde as novas abordagens de pesquisa passam a reconhecer o professor como sujeito de um saber e de um fazer, fazendo surgir à necessidade de se investigarem os saberes de referência sobre suas próprias ações e pensamentos, já que a análise dos valores e princípios de ação que norteiam o trabalho dos docentes pode trazer novas luzes sobre a compreensão acerca dos fundamentos, seja no sentido de desvendar atitudes e práticas presentes no dia-a-dia das escolas que historicamente foram ignoradas pela literatura educacional. Para Cury (2003 p.07) "Um excelente educador não é um ser humano perfeito, mas alguém que tem serenidade para se esvaziar e sensibilidade para aprender”.
              O professor é um facilitador, mas tem os limites do conteúdo programático a seguir, o tempo de aula e as normas legais para cumprir. Ele tem uma grande liberdade concreta, na forma de conseguir organizar o processo de ensino/aprendizagem, mas dentro dos parâmetros básicos previstos socialmente.  Para tanto, é preciso que se conheçam alguns papéis da memória e algumas áreas do processo de construção da inteligência para encontrar as ferramentas necessárias e capazes de dar uma reviravolta na educação.
              Portanto, bons professores são aqueles que têm uma boa cultura acadêmica e transmitem com segurança e eloquência as informações em sala de aula já os professores fascinantes ultrapassam essa meta, procuram conhecer o funcionamento da mente dos alunos para educar melhor. Para eles, cada aluno não é mais um número na sala de aula, mas um ser humano complexo, com necessidades peculiares.
              Hoje, em pleno século XXI, acredita-se que se devam transformar a formação desse professor, transpondo as práticas cristalizadas pela sua formação inicial. Refazendo o seu caminho e construindo novos, através de uma nova postura que o leve a posicionar-se e assumir-se profissionalmente e politicamente como um educador.
              Uma vez que, assim o professor transcenderá e garantirá um espaço pedagógico, político e social, que mesmo dependente da legislação, das normas e dos programas oficializados pelo Estado, favoreçam um espaço de luta e ações efetivas, apontadas como possibilidades reais, contra essa Educação que domina, seleciona e exclui.
              Tomando como referencial o contexto histórico-social da formação de professores, percebe-se a necessidade de se descrever tal trajetória, apontando os descaminhos nesta formação como indicativo para a reconstrução de um novo pensar e agir dos professores, frente aos novos desafios apontados na realidade.
               Contudo, é necessário ressaltar que os problemas crônicos existentes na educação brasileira não se resolverão apenas com a formação qualificada do professor. Desse modo, pensar sobre a LDB e a Formação de Professores, remete a analisar as duas facetas de uma mesma profissão.
              Entretanto, para se efetuar uma verdadeira transformação no cenário educacional, deve-se ir além da interpretação de uma lei, dever-se-á buscar o que não está escrito em seus artigos, transformar o ensino, lutar para mudar a escola, promovendo alterações estruturais e reformas curriculares coerentes. Mas, antes de tudo, dever-se-á fortalecer a profissão do professor tão desgastada pelas lutas diárias.
              Nesse contexto, torna-se necessário um novo olhar às necessidades da sociedade que não atendem mais ao modelo educacional obedecido e propagado na formação inicial dos professores. Formar-se um professor crítico, agente ativo, cuja auto-análise reflexiva leva à ação, é tornar-se agente responsável como investigador ativo na releitura do mundo e da sala de aula, a partir de uma pesquisa que favoreça um pensar sobre o próprio pensar, sobre a própria formação. Ou seja, é assumir uma atitude reflexiva nas práticas pedagógicas que oportunize liberdade aos procedimentos rígidos como fonte de estratégias que sejam compatíveis com cada dificuldade encontrada e que favoreçam oportunidades para o desenvolvimento de uma ação democrática.
              A sociedade pós-moderna requer um ser crítico, participativo, consciente do seu papel na sociedade, cidadão que possa realizar-se como ser individual e coletivo, que seja preparado para o trabalho e para sua inserção no mundo social, que mesmo consciente de suas diferenças, em qualquer aspecto que as mesmas se apresentem, possam compreender a dinâmica da sociedade, superar as suas dificuldades e desenvolver mecanismos de participação social, a fim de diminuir as desigualdades sociais nas diversas formas que se apresentem.
              Portanto, para promover uma melhoria na qualidade de ensino, é necessário que se promova paralelamente à valorização do magistério que deve abranger desde a formação profissional inicial, as condições de trabalho, salário e carreira e a formação continuada.
              A busca de uma melhor formação profissional dar-se-á a partir da necessidade consciente de buscar mais, de não se conformar com práticas que desprestigiem suas ações. O professor deve incorporar uma busca mais humana e menos ingênua no seu trabalho educativo, que proporcione uma visão crítica da realidade atual, que se oponha ao conservadorismo e ao autoritarismo imposto pela sua formação inicial, para tanto esses profissionais devem superar as práticas ultrapassadas, criar e incorporar esquemas que mobilizem situações concretas, configurando uma ação reflexiva ao seu acervo de experiências teóricas e práticas, visto que a pós-modernidade exige do professor uma constante reflexão, um olhar crítico e reflexivo sobre a sua ação, de forma que o profissional da educação esteja reorganizando e redirecionando constantemente o seu trabalho.
              Insiste-se, portanto, na necessidade de formar-se o professor pesquisador, capaz de desenvolver análises que articulem teoria-prática, de pensar reflexivamente seu trabalho, de compreender a realidade e agir sobre ela, de introduzir seus alunos nas diversas formas de pensar e encaminhar soluções próprias de cada área, de produzir um saber específico. Entretanto, a essa referência se entrecruzam outras como as do professor mediador da aprendizagem, do professor técnico e tantas outras.
              Nesse contexto, os cursos de formação de professores devem ser capazes de inovar, de identificar problemas, encontrar as soluções tornando o professor reflexivo, conhecedor de seu próprio cotidiano, produzir novas atitudes, construir conhecimentos, pesquisar, efetuar um diálogo entre a didática e a prática, que proporcione as aulas momentos de reflexões, que favoreça espaço para respostas críticas, que efetue questões concretas em suas avaliações a fim de amenizar os fracassos escolares, que transforme a sua avaliação em uma perspectiva de reconstrução, de erro e desacerto, e novas possibilidades, a partir do domínio de conteúdos científicos, pedagógicos e técnicos, do seu compromisso ético, político, histórico e social para com a educação.
Considerações Finais
              Através do estudo elaborado, pode-se observar dentre os relatos feitos fundamentos de autores que ajudaram e ajudam no processo ensino/aprendizagem, com suas variadas formas.
              Nesta visão ressalta-se especificamente a necessidade da formação do professor fascinante e as necessidades das instituições repensarem a forma de convivência que propiciam aos educadores e educando, com vistas a possibilitar situações favoráveis de desenvolvimento de futuros profissionais com conhecimentos e habilidades.
              No que tange o papel da escola e do professor no processo de construção do conhecimento, mediante as mudanças, encontram-se evidências que para a reformulação da educação. Portanto, não basta apenas preparar o aluno para sobreviver, mas sim formá-los no sentido de que possam fazer parte da sociedade, atuando como sujeitos que buscam permanentes mudanças que revise e repense a educação. Para isto, o professor deve organizar uma pedagogia construtivista, criar situações de aprendizagem, administrar a heterogeneidade, regular os processos e percursos da formação, destacando como posturas fundamentais a prática reflexiva e a implicação crítica.
              Então, no mundo atual, o professor deve estar apto para explorar e buscar meios para constante atualização, que propiciem o enriquecimento e renovação dos conhecimentos já adquiridos, mobilizando diversos saberes e uma forma reflexiva de desenvolver a prática docente.
              Para Perrenoud (2002, p. 18), “o desafio é ensinar, ao mesmo tempo, atitudes, hábitos, savoir-faire[1], métodos e posturas reflexivas”. Além disso, segundo o autor, é importante criar ambientes de análise da prática, ambientes de partilha das contribuições e de reflexão sobre a forma como se: pensa, decide, comunica e reage em uma sala de aula. Também é preciso criar ambientes para o professor trabalhar sobre si mesmo, sobre seus medos e suas emoções, onde seja incentivado o desenvolvimento da pessoa, de sua identidade.

Referências
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BRASIL. Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional. Lei 9394/96 de 20 de dezembro de 1996.
CURY. Augusto Jorge, 1958 - Pais brilhantes, professores fascinantes /Augusto Cury, - Rio de Janeiro: Sextante. 2003
DELORS. J. (coord.). Educação: um tesouro a descobrir. São Paulo: Cortez, 1998.
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LÜDKE, Menga; ANDRÉ, Marli. Pesquisa em Educação: abordagens qualitativas. São Paulo.
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SCHÖN, D. Formar professores como profissionais reflexivos. In: NÓVOA, A. (Org.). Os professores e a sua formação. 3ª edição. Lisboa: Dom Quixote, 1997.
SCHÖN, D. Educando o profissional reflexivo: um novo design para o ensino e a aprendizagem. Porto Alegre: Artes Médicas, 2000.



[1] O know-howsavoir-faire ou conhecimento processual é o conhecimento de como executar alguma tarefa. O know-how é diferente de outros tipos do conhecimento tais como o conhecimento proposicional que pode diretamente ser aplicado a uma tarefa. Sendo assim um método novo de organização e metas.


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A relação entre teoria e pratica no curso de Formação de Docentes do Instituto de Educação do Paraná Professor Erasmo Pilotto

A forma como essa relação se dá no curso pode ser observada na disciplina de prática de formação, como um processo de revisão do fazer pedagógico, um trabalho interdisciplinar de enriquecimento profissional, somando-se a formação da consciência política e social necessária à compreensão e inclusão do docente no mercado de trabalho.
Este trabalho, portanto, se propõe verificar, estudar e possibilitar ações de análise do ciclo pedagógico, desde o planejamento até a avaliação, porque entende que o professor deva sair do tradicionalismo, tornando-se um produtor de seus próprios conhecimentos, um profissional pesquisador e capacitado a articular de modo permanente e dinâmico, os conhecimentos trabalhados pelas disciplinas específicas do curso de Formação às práticas sociais, a fim de que se cumpra um papel formador.
O problema central desta pesquisa, portanto, será verificar a ocorrência da relação entre teoria e prática e de que forma a mesma vem sendo trabalhada ao longo do currículo, de maneira a contribuir para a formação da identidade docente.

O Curso de Formação de Docentes para Educação Infantil e Séries Iniciais do Ensino Fundamental, do Instituto de Educação do Paraná Professor Erasmo Pilotto, implícita ou explicitamente, busca propiciar uma relação entre os conhecimentos científicos ofertados em suas disciplinas e a prática.
A forma como essa relação se dá no curso pode ser observada na disciplina de prática de formação, como um processo de revisão do fazer pedagógico, um trabalho interdisciplinar de enriquecimento profissional, somando-se a formação da consciência política e social necessária à compreensão e inclusão do docente no mercado de trabalho.
Este trabalho, portanto, se propõe verificar, estudar e possibilitar ações de análise do ciclo pedagógico, desde o planejamento até a avaliação, porque entende que o professor deva sair do tradicionalismo, tornando-se um produtor de seus próprios conhecimentos, um profissional pesquisador e capacitado a articular de modo permanente e dinâmico, os conhecimentos trabalhados pelas disciplinas específicas do curso de Formação às práticas sociais, a fim de que se cumpra um papel formador.
O problema central desta pesquisa, portanto, será verificar a ocorrência da relação entre teoria e prática e de que forma a mesma vem sendo trabalhada ao longo do currículo, de maneira a contribuir para a formação da identidade docente.

O Curso de Formação de Docentes para Educação Infantil e Séries Iniciais do Ensino Fundamental, do Instituto de Educação do Paraná Professor Erasmo Pilotto, implícita ou explicitamente, busca propiciar uma relação entre os conhecimentos científicos ofertados em suas disciplinas e a prática.
A forma como essa relação se dá no curso pode ser observada na disciplina de prática de formação, como um processo de revisão do fazer pedagógico, um trabalho interdisciplinar de enriquecimento profissional, somando-se a formação da consciência política e social necessária à compreensão e inclusão do docente no mercado de trabalho.
Este trabalho, portanto, se propõe verificar, estudar e possibilitar ações de análise do ciclo pedagógico, desde o planejamento até a avaliação, porque entende que o professor deva sair do tradicionalismo, tornando-se um produtor de seus próprios conhecimentos, um profissional pesquisador e capacitado a articular de modo permanente e dinâmico, os conhecimentos trabalhados pelas disciplinas específicas do curso de Formação às práticas sociais, a fim de que se cumpra um papel formador.
O problema central desta pesquisa, portanto, será verificar a ocorrência da relação entre teoria e prática e de que forma a mesma vem sendo trabalhada ao longo do currículo, de maneira a contribuir para a formação da identidade docente.
7.1. A FORMAÇÃO DE DOCENTES NO INSTITUTO DE EDUCAÇÃO DO PARANÁ PROFESSOR ERASMO PILOTTO

O processo de construção do Projeto do Curso de Formação de Docentes do IEPPEP , busca na obra de Paulo Freire, Pedagogia da Autonomia, subsídios para a formação fundamental do professor. Na qual a visão daquele que ensina, aprende ao ensinar, garantindo dessa forma que a docência não seja mero derramamento de conteúdos inertes em receptáculos (alunos).
Para Freire existe saberes necessários à prática educativa tais como: dar condições ao educando de aprender criticamente, afinal os que ensinam e os que aprendem são sujeitos de um processo, mais que de formação, de construção e de criação. Ele considera, ainda, que todo professor é um pesquisador e no exercício de sua profissão deve mostrar ao seu aluno que sua experiência influencia a maneira como ele aprende fazendo com que esse reflita sobre sua realidade, a fim de transformá-la, que todo educador deve ser crítico estando comprometido com os resultados de sua ação pedagógica, sendo um ser transformador capaz de melhorar sua prática. É neste contexto, que o processo de construção do Projeto do Curso de Formação de Docentes do Instituto de Educação do Paraná Professor Erasmo Pilotto procura nortear-se. 
O Projeto Pedagógico do curso de Formação de Docentes da Educação Infantil e Anos Iniciais do Ensino Fundamental apresenta em diferentes momentos, a importância da relação entre a teoria e prática. Na apresentação do projeto (IEPPEP, 2008, p. 24), pode-se ler que todos os componentes "devem trabalhar a unidade entre teoria e prática como núcleo articulador da formação do educador, possibilitando a integração entre o pensar e o agir, proporcionando ao professor ser o pensador, o construtor e o organizador permanente do trabalho educativo". 
Nesse documento (IEPPEP, 2008, p. 6-7), um dos eixos norteadores da Política Institucional de Formação de Professores afirma que deve haver, para o atendimento das peculiaridades desse curso, a "valorização da pesquisa e da investigação científica como instrumentos de mediação nas análises teórico-práticas do processo de formação, possibilitadores de mudanças". 
Quando se aborda o item Perfil e competências, a interação da relação entre a teoria e a prática adquire caráter mais amplo, coletivo e transformador: 

Evidencia-se, nesse contexto, a necessidade de se dedicar atenção especial à orientação dos professores, por meio de cursos de formação que priorizem a relação teoria-prática, num espaço de construção coletiva de conhecimento, favorecendo o desenvolvimento integral do educando e o sucesso do processo ensino-aprendizagem. A prática por ser transformadora da realidade é criadora, ou seja, o professor em formação, diante de uma dada situação, analisa alternativas e cria soluções, sendo esse processo criador, imprevisível, indeterminado e único. (IEPEP, 2008 p.7). 

Salienta-se ainda que, nos eixos norteadores da Organização curricular, existe um específico para tratar da questão da unicidade da relação entre a teoria e a prática que afirma "todo fazer implica uma reflexão, e toda reflexão implica um fazer". O projeto do curso de formação deve "prever situações didáticas em que os futuros professores coloquem em uso os conhecimentos que aprenderam ao mesmo tempo em que possam mobilizar outros oriundos de diferentes naturezas e experiências".
Portanto, a relação entre teoria e prática é uma das manifestações da aprendizagem significativa, que tem como características a união e a vinculação entre esses eixos em relação simultânea e recíproca de autonomia e dependência. Nessa perspectiva, a relação entre ambas é indissociável, porém, tendo cada uma delas a sua particularidade: 

A teoria não mais comanda a prática, não mais a orienta no sentido de torná-la dependente das idéias, como também não se dissolve na prática, anulando se a si mesma. A prática, por seu lado, não significa mais a aplicação da teoria ou uma atividade dada ou imutável. (CANDAU; LELIS, 2001, p. 63).
PRÁTICAS DE FORMAÇÃO COMO COMPONENTE CURRÍCULAR


As Diretrizes Curriculares Nacionais da Formação Docente estabelece 800 horas de aulas de Prática de Formação, como componente curricular, nesse contexto, o IEPPEP, defende que as aulas devem consistir no momento pelo qual se busca fazer algo, produzir alguma coisa em que a teoria procura buscar conceitos, significados e, com isto, administrar o campo e o sentido da atuação. Tal elemento, no Curso de Formação, tem o propósito de colaborar para a formação da identidade do professor pesquisador, reflexivo e atuante na sociedade.
Devendo a prática de formação ser compreendida como espaço que oportunize a efetivação do conhecimento e dos saberes necessários ao docente para problematizar sua prática pedagógica, um lugar de produção de conhecimento, desta forma não podem ocorrer de maneira quaisquer necessitam ser supervisionadas e fundamentadas, somente assim será possível realizar a articulação entre teoria e prática.


(...) a prática foi ficando cada vez mais, teórica, ou seja, distanciada da realidade. Nem se poderia mais falar aqui em prática como experiência, como reprodução de modelos - que modelos? Onde estavam as práticas bem sucedidas? O que significava um professor bem sucedido? O que se esperava como finalidade do ensino primário? E do ensino Normal? Qual professor era necessário? (PIMENTA, 2006, p.44) 


O Estágio Supervisionado, portanto, constitui-se numa oportunidade para o aluno exercitar a reflexão, relacionar componentes curriculares e prática e desta superar a dicotomia entre teoria e prática, possibilitando-lhe uma noção da futura profissão. Segundo Freire (1996, p.24), "a reflexão crítica sobre a prática se torna uma exigência da relação teoria/prática sem a qual a teoria pode ir virando blábláblá e a prática, ativismo".
O Parecer número 21, de 2001, do Conselho Nacional de Educação, define o Estágio Curricular como um "tempo de aprendizagem que, através de um período de permanência, alguém se demora em algum lugar ou ofício para aprender a prática do mesmo e depois poder exercer uma profissão ou ofício". Assim, o estágio supõe uma relação pedagógica entre alguém que já é um profissional reconhecido e um estagiário.
O estágio deve ofertar subsídios teóricos para que o docente conheça o universo escolar como instituição que produz conhecimento científico. Cabendo aos orientadores, juntamente com os alunos, conhecer o cotidiano da escola, dispondo-se a estudá-lo criticamente, com embasamento teórico. Pimenta acredita que, o estágio, ao contrário do que se propugnava, não é atividade prática, mas teórica, uma atividade de transformação da realidade.


Contudo, o estágio é o espaço no currículo de formação destinado às atividades que devem ser realizadas pelos discentes nos futuros campos de atuação profissional, onde os alunos farão a leitura da realidade, o que exige competências para "saber observar, descrever, registrar, interpretar e problematizar e, consequentemente, propor alternativas de intervenção". (Pimenta, 2001, p. 76).


Portanto, tal prática, é compreendida como um processo de investigação, no qual o aluno posiciona-se, através de uma atitude de análise, produção e criação, a respeito da sua ação no interior da própria prática, possibilitando aos discentes a interação com as concretas situações de ensino. 
O Estágio Supervisionado oferece ao aluno a oportunidade de aliar prática e teoria, sendo, desse modo, elemento importante nessa articulação. Nesse sentido, é um meio de oferecer aos alunos um aprendizado efetivo, aliando conhecimentos teóricos, por ser uma atividade que busca conhecer, fundamentar, dialogar e intervir na realidade. Prática enquanto subordinada a uma instituição (escola), que tem cultura própria, com finalidades definidas. Sendo um componente curricular com uma ação reflexiva, que envolve prática e teoria como aspectos indissociáveis, podendo ser um articulador do conhecimento construído durante o curso. 

"Nesta visão, o fazer pedagógico, ou seja, "o que ensinar e o como ensinar", deve estar vinculado ao "para quem e para que", declarando assim uma reciprocidade entre os conteúdos desenvolvidos e os instrumentos do currículo." (PIMENTA, 2006 p. 67).


Sob este aspecto, o estágio supervisionado torna-se relevante por ser a oportunidade do discente, adentrar no campo escolar, confrontar-se com o concreto, percebendo-o como embasamento teórico/prático, ao mesmo tempo refletir acerca da realidade. É um componente pelo qual os sujeitos devem ser capazes de contextualizar, planejar e gerir a sua ação pedagógica. 
Em Pedagogia da Autonomia, Freire expressa o seu pensamento sobre a questão do docente pesquisador, no seu entender, o que há de pesquisador no professor não é uma qualidade ou uma forma de ser ou de atuar que se acrescente à de ensinar. Faz parte da natureza da prática docente a indagação, a busca, a pesquisa. Estudo no sentido de indagar e pesquisar para se constatar, pois, constatando, se intervém intervindo se educa. É necessário pesquisar para conhecer o que ainda não se conhece e dessa forma comunicar a novidade. "Não há pesquisa sem ensino, nem ensino sem pesquisa." (FREIRE 2002 p. 14) 
A elaboração da disciplina foi mediada pela necessidade do contato do aluno com a prática pedagógica, visando à formação de professores dinâmicos, críticos, pesquisadores, autônomos, criativos, com iniciativa própria, capazes de questionar as situações e encontrar meios para superar os desafios e com promissoras ações e atuações na sociedade. 
Dessa forma, fica evidente que, os profissionais da educação, precisam possuir algumas competências necessárias que os farão apropriar-se de saberes ligados à prática pedagógica priorizando dessa forma sua participação em situações educativas planejadas e criativas, numa postura crítica dentro e fora da escola. 
Nesse sentido, o estágio supervisionado é desenvolvido buscando um saber que oportunize a análise de situações, possibilitando o pensamento prático do docente, podendo ser considerado como uma "oportunidade de aprendizagem da profissão docente e da construção da identidade profissional" (PIMENTA, 2004, p.99). 
Para Libâneo (1994 p.27): "A formação profissional é um processo pedagógico, intencional e organizado, de preparação teórico-científica e técnica do professor para dirigir competentemente o processo de ensino". Isto significa que, para dirigir com competência o processo de ensino-aprendizagem, o professor deverá ter uma sólida formação teórica, que deve estar associada a sua prática docente, ambas adquiridas respectivamente em sua formação inicial, e na prática docente, no cotidiano escolar, de forma pedagógica, intencional e organizada.
Dessa maneira, o estágio poderá contribuir diretamente no processo de formação, sendo esse muito mais que o cumprimento de exigências curriculares, mas sim uma oportunidade de crescimento profissional e pessoal, um importante instrumento de integração entre a escola e o profissional.

"O que importa, na formação docente, não é a repetição mecânica do gesto, este ou aquele, mas a compreensão do valor dos sentimentos, das emoções, do desejo, da insegurança a ser superada pela segurança, do medo que, ao ser "educado", vai gerando a coragem." (FREIRE 1996 p.45) 
8. O PROFESSOR E A FORMAÇÃO DE SUA IDENTIDADE PROFISSIONAL

Quando se fala de formação docente acredita-se que isso se restrinja a fazer um curso que capacite a exercer a função de educador e desta forma tornar-se bom professor, qualificado para dar aula. Entretanto, ser professor requer mais do que isso, é preciso adquirir toda uma bagagem de conhecimentos, que quase sempre não se aprende só na sala de aula.
A formação de um bom profissional depende também de toda a situação cultural em que está inserido, da realidade do sistema de ensino e da própria formação adquirida como ser humano tais como a valorização do cotidiano pedagógico, discussão das práticas de ensino, reflexão sobre seus percursos, são fatores que culminam na percepção entre teoria e prática e possibilitam desta forma a construção da identidade profissional do aluno.
Portanto, é desta forma que o curso de Formação de Docentes do IEPPEP tenta repassar para seus alunos, a necessidade da formação de uma identidade crítica, reflexiva e pesquisadora para que desta forma possam modificar os rumos de sua futura profissão. O curso procura proporcionar experiências que possam permitir a reflexão sobre os diferentes professores, os diferentes contextos escolares e as diversas práticas pedagógicas passando estes a serem mais que orientadores e transmissores de conhecimento e sim pesquisadores reflexivos. 
O desafio, então, posto aos cursos de formação inicial é o de colocar no aluno a construção de sua identidade de professor consciente da realidade em que vive e de sua posição social. Nunca devendo reduzir o conhecimento a meras informações. 

É preciso que, pelo contrário, desde os começos do processo, vá ficando cada vez mais claro que, embora diferentes entre si, quem forma se forma e re-forma ao for-mar e quem é formado forma-se e forma ao ser formado. É neste sentido que ensinar não é transferir conhecimentos, conteúdos nem formar é ação pela qual um sujeito criador dá forma, estilo ou alma a um corpo indeciso e acomodado. Não há docência sem discência, as duas se explicam e seus sujeitos, apesar das diferenças que os conotam, não se reduzem à condição de objeto, um do outro. (Freire, 1996, p. 12).

No entanto, 

(...) não basta produzir conhecimento, mas é preciso produzir as condições de produção de conhecimento. Ou seja, conhecer significa estar consciente do poder do conhecimento para a produção da vida material, social e existencial da humanidade. (PIMENTA, 2000, p.22)

Uma identidade profissional deverá ser construída através da relação entre teórica e prática, somente assim contribuirá para melhorar a qualidade do ensino. "Práticas que resistem a inovações porque prenhes de saberes válidos às necessidades da realidade". (Pimenta, 2000, p.19).
11. CONSIDERAÇÕES FINAIS
A Prática de ensino, amparada pelo estágio supervisionado, proporciona ao futuro docente a construção da identidade profissional.
Nesta disciplina os alunos têm a possibilidade de integrar teoria à prática, de modo a compreenderem a complexidade das práticas institucionais e das ações ali praticadas. Mas para isso, o orientador deve planejar, juntamente com outros professores, das áreas específicas, de forma que a prática de ensino se alie a teoria, possibilitando a reflexão e a pesquisa. Ou seja, amparado a fundamentação teórica, o aluno utilize sua prática, refletindo e transformando-a de modo a transgredir os limites da sala de aula. Pode-se concluir que os planos de ensino, do IEPPEP, apresentados encontram-se, em sua maioria, atualizados, com relação aos procedimentos metodológicos e a avaliação da aprendizagem é realizada de maneira que proporcione ao aluno buscar embasamento cientifico existente na variedade de recursos tais como: projetos, planejamentos, conteúdos e metodologias. Enfim, ressalta-se que, nos planos de ensino dos orientadores, está presente a relação entre a teoria e a prática. Nesse sentido, se propicia ao professor a realização de um trabalho docente de qualidade e possibilita a reflexão, a contextualização e a transformação do processo ensino-aprendizagem. 
Concluindo, a teoria garante a fundamentação teórica e consequentemente, possibilita ao estagiário o entendimento da estrutura e do funcionamento da escola. No entanto, somente a prática viabiliza a reflexão sobre o ato, tornando-o intencional e consciente. É por meio desta relação entre teoria e prática que o profissional adquire a competência técnica, fundamental para o exercício profissional.






REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

BRASIL. CNE. CEB. RESOLUÇÃO CEB nº. 2, DE 19 DE ABRIL DE 1999. Institui Diretrizes Curriculares para a Formação de Docentes da Educação Infantil e dos anos iniciais do Ensino Fundamental, em nível médio na modalidade Normal. 1999.

BRASIL. CONGRESSO NACIONAL-Projeto de Lei, de Iniciativa do MEC, Institui o Plano Nacional de Educação. Brasília, 12/02/98.
BRASIL. CONSELHO NACIONAL DE EDUCAÇÃO. Diretrizes Curriculares Nacionais para a Formação de Professores da Educação Básica, em nível superior, curso de licenciatura, de graduação plena. Parecer CNE/CP 009/2001. Brasília, DF, maio de 2001.
BRASIL. CONSELHO NACIONAL DE EDUCAÇÃO. Parecer CNE/CP 21/2001.
BRASIL, Ministério da Educação e Cultura. Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional nº 5692/71. Brasília, 1971. Disponível em http://pt.wikisource.org/wike. Acesso em 20/04/2011.
BRASIL. Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional. Lei 9394/96 de 20 de dezembro de 1996

CANDAU, Vera M.; LELIS, Isabel A. A relação teoria-prática na formação do educador. In: CANDAU, Vera M. Rumo a uma nova didática. 12. ed. Petrópolis: Vozes, 2001
CEE. PARANÁ. Deliberação nº. 010/99. Normas complementares para o Curso de Formação de Docentes da Educação Infantil e dos Anos Iniciais do Ensino Fundamental, em nível médio, na modalidade Normal para o Sistema Estadual de Ensino do Paraná. 1999.
FREIRE, P. Pedagogia da autonomia: saberes necessários a prática educativa. São Paulo: Paz e Terra, 1996.

FREIRE, Paulo. Educação: o sonho possível. In BRANDÃO, Carlos Rodrigues et
all. O educador: vida e morte. RJ: Graal, 1982.

Lei nº 9.394, de 20 de dezembro de 1996. Brasília, D. F., 2006.
LIBÂNEO, José Carlos. Didática. 22 ed. São Paulo: Cortez, 1994 ? Coleção magistério. 2ºgrau. Série formação do professor. Organização e gestão da escola: teoria e prática. Goiânia: Alternativa, 2001
PARANÁ. Instituto De Educação do Paraná Professor Erasmo Pilotto. Projeto Político Pedagógico. Paraná, 2008
PARANÁ. Secretaria de Estado da educação. Superintendência da Educação. Departamento de Educação Profissional. Proposta pedagógica curricular do curso de formação de docentes da educação infantil e anos iniciais do ensino fundamental, em nível médio, na modalidade normal. Curitiba: SEED-PR, 2006.
PARANÁ, Secretaria de Estado da Educação. Departamento de Educação Profissional. Proposta Curricular do Curso de Formação de Docentes da Educação Infantil e anos iniciais do Ensino Fundamental, em nível médio. Curitiba, 2003.
PARANÁ, Secretaria De Estado Da Educação. Projeto de Avaliação da Proposta Curricular da Habilitação Magistério ? Proposta para o Estágio Supervisionado. Curitiba, out. 1989. 
PARANÁ, Conselho Estadual De Educação. Parecer 10/99 de 04/08/1999. Normas Complementares para o Curso de Formação de Docentes da Educação Infantil e dos anos iniciais do Ensino Fundamental, em nível médio, na modalidade Normal para o Sistema Estadual de Ensino do Paraná. Disponível em www.cee.pr.gov.br. Acesso em 05/04/2011.
PIMENTA, S. G. Formação de Professores: identidade e saberes da docência. In: PIMENTA, S. G. (org.). Saberes Pedagógicos e Atividade Docente. São Paulo: Cortez, 1999
PIMENTA, Selma Garrido. Formação de professores: saberes da docência e identidade do professor. In FAZENDA, Ivani C. A. (org.) Didática e interdisciplinaridade. 8a ed. São Paulo: Papirus, 2003.
PIMENTA, S.G. (org.). O estágio e a docência. São Paulo: Cortez, 2004. O estágio na formação de professores: unidade teoria prática? São Paulo: Cortez, 2001
PIMENTA, S.G. (org.). O estágio e a docência. São Paulo: Cortez, 2004
PIMENTA, Selma Garrido. O Estágio na Formação de Professores: Unidade Teoria e Prática? 4ª ed. São Paulo: Cortez, 2001.
Projeto Político Pedagógico- Instituto de Educação do Paraná
SAVIANI, D. Pedagogia Histórico-Crítica: primeiras aproximações. São Paulo: Cortez, 1992.http://www.webartigos.com/artigos/a-relacao-entre-teoria-e-pratica-no-curso-de-formacao-de-docentes-do-instituto-de-educacao-do-parana-professor-erasmo-pilotto/73703/#ixzz2KifXSndd

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terça-feira, 22 de janeiro de 2013

A arte da reflexão do professor pesquisador
   No início da década de 70,os educadores desempenhavam um papel secundário,suas ideias e opiniões não tinham espaço,nem validade,ao final da década mobilizaram-se em prol do ensino partindo em busca de uma educação crítica de cunho social,ecônomico e político, que tinha como objetivo a superação das desigualdades sociais. Desta forta se inicia a ascenção da educação e um leque de questionamentos se abre a respeito da identidade do professor.
   O educador visto nesse período como transmissor de conteúdos, um técnico em educação, agora deveria ser capaz de analisar, aprimorar sua prática, formar cidadãos capazes de pensar, questionar, interagir,buscar novas fontes para sanar as dificuldades, e não simplesmente ser um mero transmissor de informações e conhecimentos. Logo, tais fatores indicaram a necessidade de professores que atendessem essa nova realidade, profissionais que mantivessem uma postura crítica/reflexiva frente a sua prática , sendo capaz de aprimorá-la a cada novo passo.
    Surge o processo de reflexibilidade, como mola-mestra para a mudança educacional,possibilitando aos professores a adoção de uma postura crítica frente as suas práticas, exigindo uma reflexão que os colocasse dentro da ação, participando da atividade social e tomando partido em face de uma ideia de futuro. Dessa forma, este movimento apoia a ideia do professor profissional, que busca ser autor do seu trabalho e de sua formação.
     Como o profissional, necessita fazer opções políticas, epistemológicas e metodológicas acerca do ofício de ensinar, este passa a ser um agente estimulador de mudanças que transformam o processo educacional, tendo na pesquisa à maneira, o instrumento de trabalho e na sua prática a contribuição para uma formação mais crítica e questionadora, tanto frente ao conhecimento que aplica, como em relação à produção de novos conhecimentos.
      Os professores hoje cada vez mais se conscientizam que são meros instrumentalizadores dos alunos, das aulas ou dos cursos, passam então a desenvolver atitudes de questionar, de investigar, de analisar o contexto escolar e social, assim como os métodos pedagógicos que aplicam, apresentam soluções e sugestões ao problema em estudo e a sua própria atuação docente. Diante de tais pontos passam a atuar no ambiente escolar como observadores, buscando reunir informações sobre determinado problema ou assunto, buscam analisá-lo,utilizando para tal o método ciêntífico com a intenção de aumentar o conhecimento e fazer novas descobertas que os possibilite melhor formação que os leve a um exercício mais consciente e menos ingênuo.
      É a partir dessa realidade que o professor passa à agir, sendo mais que mestre na arte de ensinar, se tornando escritor, poeta, compositor, que absorve teorias e que busca criaotividade nas histórias, se tornando conhecedor, pesquisador que consome horas e horas preparando seu repertório, planejando roteiros que incorporem a realidade, para que uma nova peça seja criada.
     Mas para isso é preciso traçar metas, refletir, compartilhar conhecimentos, pesquisar. Fazer uma reflexão silenciosa e muitas vezes longa do cotidiano que o cerca, reunindo informações, analisando possibilidades, buscando soluções para reestruturas antigas histórias.
     Quando se fala de professor pesquisador, logo surge a concepção de Paulo Freire, que na obra Pedagogia do Oprimido afirma que o que há de pesquisador no professor não é a qualidade na forma de atuar, mas sim a maneira de conhecer os alunos no âmbito social,biológico e psicológico.
      Entretanto,o professor pesquisador não é necessariamente aquele indivíduo dotado de conhecimentos acadêmicos, um mestre, ou mesmo um doutor em determinado campo didático, mas sim aquele que busca conhecer,compreender,investigar os avanços que os cercam. Um profissional autonômo, dinâmico,criativo,com iniciativas próprias capaz de questionar situações e encontrar meios para superar desafios.
      Portanto, as definições dos papéis do professor, do pesquisador ou do professor pesquisador, é algo que ainda irá gerar muitas discussões, por tais conceitos estarem ligados a arte de percorrer novos horizontes em busca de acrescentar melhorias qualitativas e quantitativas para a educação.
SANDRA MARA DOBJENSKI/2011.

quarta-feira, 13 de julho de 2011

Eu gosto tanto de você, que até prefiro esconder, deixo assim ficar subentendido...
Como uma idéia que existe na cabaça  e não tem a menor obrigação de acontecer.
Eu admiro seu jeito,sua coragem,sua força.
Tudo começou sem explicação,sem razão ou  com a menor pretenção de acontecer.
No início achava que era loucura,ilusão,mas derepente foi crescendo e virando paixão...
Pode até parecer fraqueza, pois que seja fraqueza então, só torço para não machucar meu coração...
Alegria que me dá mesmo sem eu querer ou dizer, o que eu ganho o que eu perco;
Nimguém precisa saber!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

terça-feira, 28 de junho de 2011

Quero colo!!!!Mas quero o seu colo....

Estou carente  precisando dos teus braços. Quero colo!
Preciso tanto de você para fazer  minha carência desaparecer.Quero colo!
Traga-me meu sorriso de volta imediatamente.Quero colo!
Você é minha inspiração,minha fonte de força.Já sofri,agora quero ser feliz.Quero colo!
Quero as estrelas e a lua unidas, quero seu calor...quero você!!!!
Quero colo!Quero o rastro de seu perfume no meu corpo.
Quero colo!Quero a felicidade que tanto procurei e que hoje achei em seus olhos.
Quero colo!Quero os seus olhos me alimentando de coragem.Quero colo!

sexta-feira, 17 de junho de 2011

Vou sentir saudades

Ninguém sabe sentir tanta saudade como eu!Você é a inspiração do meu levantar todos os dias,
É você o motivo de poder me deitar e sonhar!E agora com quem vou sonhar?!?Onde vou achar minha inspiração para levantar?!?Pra quem vou olhar e ver seus lindos olhos?!?Quem vai sorrir pra mim, o sorriso mais confortante do mundo?!?Quem vai me deixar arrepiada com apenas um toque ou ate mesmo um simples olhar?!?Quem vai ser o motivo de eu estar alegre, de eu sorrir todos os dias?!?Anjo você é tudo pra mim, como viverei sem você?!?Porque me abandonaste logo agora?!?Vou sentir saudade do teu olhar...Vou sentir saudade do teu sorriso...Vou sentir saudade do teu cheiro...Vou sentir saudade daquilo que nem começou...Vou sentir saudade de falar com você, mesmo que não falamos nada...Vou sentir saudade das vezes que brigamos por coisas bobas...Vou sentir saudades...Saudade de te ver, de te abraçar...Saudade de sentir sua respiração...Agora que você vai estar longe de mim, só tenho um pedido a fazer:- “Não me esqueça nunca!”.Vai, realise seu sonho, mais nunca esqueça que aqui vai ficar alguém.
Isso são apenas palavras de uma pessoa que faria qualquer coisa pra ficar ao seu lado... E você sabe disso...
Anjo que tudo possa dar certo pra você....

quinta-feira, 16 de junho de 2011

amigos....

Difícil querer definir amigo.


Amigo é quem te dá um pedacinho do chão, quando é de terra firme que você precisa, ou um pedacinho do céu, se é o sonho que te faz falta.

Amigo é mais que ombro amigo, é mão estendida, mente aberta, coração pulsante, costas largas. É quem tentou e fez, e não tem o egoísmo de não querer compartilhar o que aprendeu. É aquele que cede e não espera retorno, porque sabe que o ato de compartilhar um instante qualquer contigo já o alimenta, satisfaz. É quem já sentiu ou um dia vai sentir o mesmo que você. É a compreensão para o seu cansaço e a insatisfação para a sua reticência.

É aquele que entende seu desejo de voar, de sumir devagar, a angústia

pela compreensão dos acontecimentos, a sede pelo "por vir". É ao mesmo tempo espelho que te reflete, e óleo derramado sobre suas águas agitadas. É quem fica enfurecido por enxergar seu erro, querer tanto o seu bem e saber que a perfeição é utopia. É o sol que seca suas lágrimas, é a polpa que adocica ainda mais seu sorriso.

Amigo é aquele que toca na sua ferida numa mesa de chopp, acompanha suas vitórias, faz piada amenizando problemas. É quem tem medo, dor, náusea, cólica gozo, igualzinho a você. É quem sabe que viver é ter história pra contar. É quem sorri pra você sem motivo aparente, é quem sofre com seu sofrimento, é o padrinho filosófico dos seus filhos. É o achar daquilo que você nem sabia que buscava.

Amigo é aquele que te lê em cartas esperadas ou não, pequenos bilhetes em sala de aula, mensagens eletrônicas emocionadas. É aquele que te ouve ao telefone mesmo quando a ligação é caótica, com o mesmo prazer e atenção que teria se tivesse olhando em seus olhos.

Amigo é multimídia. Olhos....

Amigo é quem fala e ouve com o olhar, o seu e o dele em sintonia telepática. É aquele que percebe em seus olhos seus desejos, seus disfarces, alegria, medo. É aquele que aguarda pacientemente e se entusiasma quando vê surgir aquele tão esperado brilho no seu olhar, e é quem tem uma palavra sob medida quando estes mesmos olhos estão amplificando tristeza interior. é lua nova, é a estrela mais brilhante, é luz que se renova a cada instante com múltiplas e inesperadas cores que cabem todas na sua íris.
Amigo é aquele que te diz "eu te amo" sem qualquer medo de má interpretação:

Amigo é quem te ama "e ponto".

É verdade e razão, sonho e sentimento.
Amigo é pra sempre, mesmo que o sempre não exista.